O Drama de Regina Brandão, psicóloga da seleção

Passaram nove meses desde o jogo contra a Alemanha que humiliou o Brasil. Noves meses desde aquele 7-1 no Mineirão.

Os jogadores da seleção olham para frente, como Oscar, que agora está disputando a Premiere League com seu time, o Chelsea: “O Brasil precisa voltar a jogar o futebol que jogava antes da Copa, do jeito que o nosso povo gosta, com um futebol bonito, porque é assim que começamos”. Mas o Mineiraço não é um peso somente para os jogadores ou para o técnico Luiz Felipe Escolari.

Regina Brandão, psicóloga da seleção também sofre as consequências daquele dia maldito. Durante a Copa foram muitos os episódios de crise psicológica de alguns jogadores (todos lembramos o choro de Neymar) e muitos apontaram a culpa daquela derrota no clima de tensão. Clima de tensão que na opinião de muitos seria culpa de Regina. A psicóloga teme pela sua carreira e pela tranquilidade da sua família. "Duas coisas que mais prezo na vida: minha família e minha carreira. Eu vi meu nome na lama depois daquela Copa" disse numa recente entrevista.

Regina desde aquele dia começou a receber mensagens ameaçadoras, de pessoas que consideram sua a responsabilidade da derrota da seleção. "De repente, todo mundo entendia de um assunto que eu passei minha vida inteira me dedicando, estudando e pesquisando. Encontraram meu currículo na internet e viram que fiz um estágio em Cuba, do qual me orgulho muito, sobre psicologia esportiva, no início dos anos 1980. Encheram meu correio com mensagens do tipo 'Volte para Cuba' e coisas pesadas. Parecia que o governo tinha criado um programa 'Mais Psicólogos' depois do 'Mais Médicos' “ disse na sua entrevista.

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